A diretoria do Sindicato dos Servidores Municipais de Governador Valadares (Sinsem-GV) participou, na tarde desta terça-feira (29), da apresentação dos relatórios quadrimestrais referentes ao período de maio a agosto de 2026, realizada na Câmara Municipal.
Foram apresentados dados da Secretaria Municipal da Fazenda (SMF), do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), do Instituto de Previdência Municipal de Governador Valadares (Iprem-GV) e da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).
Durante a apresentação da Secretaria da Fazenda, a presidente do Sinsem-GV e vereadora Sandra Perpétuo levou ao secretário Thiago Henrique Ferreira duas preocupações que têm chegado ao sindicato por meio dos servidores: a informação de que, por motivo de contenção de despesas, o ano letivo da rede municipal poderia ser encerrado em novembro, e a situação do pagamento do 13º salário do funcionalismo.
Sandra relatou que, durante visitas às escolas, tem encontrado preocupação entre servidores, pais e demais integrantes da comunidade escolar diante da possibilidade de antecipação do encerramento do ano letivo.
Ao responder, Thiago afirmou não ter conhecimento de qualquer decisão ou proposta do governo municipal nesse sentido. O secretário disse que buscaria a informação junto à Secretaria Municipal de Educação (Smed) e ao governo para posteriormente apresentar uma resposta.
13º salário preocupa servidores
Sobre o 13º salário, Sandra questionou se, diante da situação financeira do município, os recursos necessários para o pagamento dos servidores estavam assegurados.
O secretário explicou que, antes do afastamento do prefeito Coronel Sandro, havia sido constituída uma reserva financeira destinada ao pagamento do 13º salário. Durante o período em que o vice-prefeito José Bonifácio Mourão (PL) esteve à frente do Executivo, após a cassação de Coronel Sandro (PL), esses recursos teriam sido utilizados pela administração para o pagamento de outras obrigações do município, principalmente fornecedores.
Thiago contou que, quando retornou à Secretaria da Fazenda, após a volta de Coronel Sandro à Prefeitura, constatou que a reserva que havia planejado para o pagamento do 13º já havia sido utilizada. O secretário criticou a decisão da gestão de Mourão e afirmou que, em sua avaliação, deveria ter sido mantido o planejamento para garantir os compromissos com os servidores.
Apesar de afirmar que o pagamento dos servidores é tratado como prioridade pela atual administração, o secretário não apresentou, durante a reunião, garantia de que os recursos para o 13º salário já estejam disponíveis.
Segurança aos servidores
Durante a audiência, Sandra ponderou que os valores utilizados pela gestão Mourão não desapareceram dos cofres públicos, mas foram empregados no pagamento de dívidas e fornecedores da própria Prefeitura.
A presidente do Sinsem destacou, ainda, que a ausência de uma definição sobre o 13º tem provocado insegurança entre os trabalhadores e pediu que a preocupação seja levada ao prefeito.
“Os servidores estão angustiados. O 13º não é prêmio, é parte do salário dos servidores”, ressaltou Sandra, ao cobrar uma solução que dê tranquilidade ao funcionalismo.
Thiago voltou a defender que a prioridade da atual administração é o pagamento dos servidores. Segundo ele, diante da necessidade de escolher entre postergar o pagamento de um fornecedor e garantir a folha do funcionalismo, a opção será pelo servidor.
A diretoria do Sinsem permaneceu na Câmara e acompanhou também as demais prestações de contas realizadas ao longo da tarde.
Vereador Jamir reforça cobranças
O vereador Jamir Calili(PP) também fez críticas à situação financeira do município, cenário que, segundo ele, vem sendo alertado desde 2025, e cobrou o cumprimento de compromissos assumidos pela administração.
Ao reforçar questionamentos apresentados pelo Sinsem-GV, o parlamentar afirmou que, na Educação, o município tem se limitado ao cumprimento do mínimo constitucional e citou ainda a falta de pagamento das progressões dos servidores.
O parlamentar também chamou atenção para as respostas dadas pelo secretário da Fazenda a Sandra Perpétuo, destacando que, durante a audiência, não houve garantia do pagamento do 13º salário nem confirmação de que o calendário escolar seguirá normalmente até dezembro.
![]()





