Sinsem-GV desmistifica a terceirização na Educação em visita a Igarapé: “É precarização e não inovação”

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Sinsem-GV desmistifica a terceirização na Educação em visita a Igarapé: “É precarização e não inovação”
Foto Sinsem-GV

Em busca de dados e relatos concretos sobre os impactos dos modelos de terceirização na educação, a presidenta do Sinsem-GV, Sandra Perpétuo, esteve no município de Igarapé (MG) acompanhada pelo vice-presidente do sindicato, Neliton Gomes Dutra, e pelo secretário-geral, José Carlos Maia. No local, a comitiva se reuniu com o vereador Rafael Webert (PV) para fiscalizar e entender a dinâmica do serviço prestado pelo Instituto Prosperar no município.

A visita técnica teve como objetivo principal alertar a comunidade e os servidores de Governador Valadares sobre o modelo que o governo municipal tenta implantar na cidade por meio do ICISMEP (Consórcio Público Instituição de Cooperação Intermunicipal do Médio Paraopeba). Vendido pela gestão como um “projeto dos sonhos”, o formato terceirizado para contratação de monitores, Agentes de Suporte Pedagógico (ASPs) e Agentes Técnico-Substitutos (ATEs) tem demonstrado, na prática, resultados opostos aos prometidos.

Retrato da precarização e falha no atendimento aos alunos

Durante a conversa gravada no município, o vereador Rafael Webert classificou a narrativa de eficiência da terceirização como uma falácia, destacando que o modelo sucateou o atendimento escolar e gerou grave desgaste aos profissionais contratados.

“Aqui no município, o serviço não funciona. O processo de terceirização sucateou o serviço. Existe uma exaustão no profissional, que fica 8 horas cuidando, às vezes, de duas crianças com grau 3 de suporte. Além disso, a rotatividade continua muito grande, algo que prometeram que iria acabar. Sem contar a perseguição e demissões sem qualquer justificativa”, destacou o parlamentar de Igarapé.

Outro ponto grave apontado no relatório da visita é a distorção das atribuições dentro do ambiente escolar. Segundo relatos, a responsabilidade do acompanhamento do ponto e da fiscalização dos terceirizados tem sido repassada aos diretores das escolas municipais, desviando-os de suas funções pedagógicas primordiais.

Ausência de capacitação e quebra do vínculo afetivo

Diferente do discurso oficial que promete qualificação constante para os profissionais de apoio, a verificação da comitiva sindical em Igarapé apontou que a formação oferecida resume-se a palestras pontuais e exaustivas, sem aplicação prática para as demandas diárias da educação inclusiva.

Para os alunos que dependem desse suporte diário, o resultado é a instabilidade. A alta rotatividade de funcionários impede a criação de vínculo afetivo e pedagógico entre o monitor e a criança, fator indispensável para o desenvolvimento de alunos com necessidades específicas.

Defesa do concurso público e valorização de carreira

Para a diretoria do Sinsem-GV, os dados coletados em Igarapé reforçam a urgência da mobilização da categoria e da sociedade valadarense contra a entrada do ICISMEP na gestão da educação de Governador Valadares.

“Terceirização é sucateamento de serviços públicos e banalização dos direitos trabalhistas daqueles que devem ter acesso a esses serviços por concurso público e se tornarem servidores de carreira. A educação inclusiva de qualidade não se faz com precarização, mas sim com estabilidade e valorização dos trabalhadores” finalizou Sandra Perpétuo.

O Sinsem-GV segue em vigília constante contra a implantação do modelo terceirizado em Valadares e reafirma seu compromisso com a defesa da escola pública, gratuita, inclusiva e de qualidade para todos.

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