A Prefeitura Municipal divulgou, nesta segunda-feira (19), no Diário Oficial do Município, a contratação de shows para comemoração dos 88 anos de Governador Valadares. Conforme a publicação, as despesas com os shows – quase R$ 1,7 milhão – serão custeadas com recursos ordinários.
Trata-se de valores arrecadados por meio de impostos e outras receitas tributárias, como IPTU, que não possuem destinação específica e podem ser utilizados para diversas finalidades da administração, incluindo manutenção urbana a despesa com pessoal – como pagamento de salários, reajustes, retroativos, horas extras, progressões e promoções.
Para a diretoria do Sinsem-GV, “é de se questionar as prioridades orçamentárias da atual administração diante de pendências salariais e funcionais que atingem o funcionalismo público”. A manifestação da entidade ocorre no contexto da campanha salarial de 2026, iniciada sem definição, até o momento, sobre a política de reajuste dos servidores.
O sindicato lembra que, em 2025, os servidores foram surpreendidos com a concessão de uma ‘recomposição salarial’ de 3%, percentual inferior à inflação acumulada em 2024, de 4,83%. Além disso, embora o “reajuste” tenha sido formalizado apenas em julho, os valores retroativos referentes aos meses de janeiro a julho não foram pagos até hoje – o que impacta diretamente o poder de compra dos servidores.
A justificativa apresentada pelo Executivo municipal tem sido a falta de recursos financeiros.
No entanto, paralelamente, a Prefeitura anunciou a realização de quatro grandes eventos no aniversário de Valadares, no próximo dia 30 de janeiro. Estão previstos shows com Padre Fábio de Melo, Léo Magalhães, Fernanda Brum e a dupla Maiara e Maraisa. As quatro atrações somam um custo de R$ 1.654.000 aos cofres públicos.
Para o Sinsem-GV, embora a promoção de eventos culturais gratuitos seja legítima, o uso de recursos ordinários para esse fim evidencia um conflito de prioridades diante das pendências existentes com o funcionalismo – e a cidade em geral.
Além do não pagamento dos retroativos do reajuste, o sindicato relata atrasos recorrentes no pagamento de horas extras, adiamento de promoções e progressões na carreira e entraves na aplicação da Lei nº 170, que assegura ao servidor o avanço de três níveis após 10 anos de efetivo exercício, cujo cumprimento, segundo a entidade, vem sendo postergado pela gestão.
Diante desse cenário, o Sinsem afirma que há um descompasso entre os gastos anunciados pela administração e as demandas básicas dos servidores e dos serviços públicos. A diretoria do sindicato registra repúdio ao tratamento dispensado aos trabalhadores e cobra do Executivo transparência, definição de prioridades e a regularização das obrigações legais e financeiras com o funcionalismo público municipal.







É sobre tudo que disse anteriormente. Eu sei que o nosso salário não é baseado no salário mínimo seletista. Mas quem aposentou com tempo integral de 30anos como eu ate hoje não vi um reajuste. Meu salário hoje esta praticamente se equiparando ao salari mínimo. E ai….