A Escola Municipal Professor Damon de Lima, localizada no bairro São Raimundo, enfrenta há anos um problema recorrente na rede elétrica que tem comprometido o funcionamento da unidade. Na última quinta-feira (30), um novo curto-circuito no padrão deixou quase metade da unidade sem energia. A presidente do Sinsem-GV, Sandra Perpétuo, e o vice Nelinton Gomes estiveram hoje (5) no local para verificar a situação.
Segundo ela, a escola possui dois padrões de energia, porém um deles não suporta a carga necessária, causando quedas constantes de energia. “A escola tem dois padrões, e um deles não sustenta a capacidade. Por várias vezes há queda de energia e a escola fica sem luz. O município, no entanto, não faz um investimento definitivo para sanar o problema, como a troca do padrão, apenas medidas paliativas”, relatou.
Desta vez, entre os espaços afetados estão a sala dos professores, a cantina e parte das salas de aula. A falta de energia na cozinha obrigou a equipe a improvisar ligações com extensões para manter freezers em funcionamento, prática considerada inadequada e insegura.

Com as altas temperaturas registradas em Governador Valadares, a ausência de ventiladores tem tornado a permanência na escola ainda mais difícil. Algumas turmas estão sendo liberadas mais cedo por causa do calor excessivo dentro das salas. “As auxiliares de serviço público que trabalham na cantina tiveram o ambiente de trabalho ainda mais prejudicado, pois nada funciona, e é um local muito quente”, explicou Sandra.
De acordo com a sindicalista, a diretora escolar informou que já comunicou o problema à Secretaria Municipal de Educação (Smed) e à empresa responsável pelos serviços elétricos, mas não há previsão para solução definitiva. A Cemig já esteve na unidade e realizou os ajustes externos que competiam à companhia. Agora, os reparos internos dependem de ação do município.
Diante da situação, o Sinsem-GV encaminhou ofício à Smed solicitando providências. A presidente do sindicato reforça que o sindicato continuará acompanhando o caso e frisa que a falta de energia neste calor intenso pode comprometer a saúde de crianças e servidores. “A informação que temos é que a Smed dará suporte para resolver o problema o mais rápido possível”, concluiu.






