Servidores da Secretaria de Obras paralisam atividades após não receberem horas extras

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Servidores da Secretaria de Obras paralisam atividades após não receberem horas extras
Funcionários da Smosu protestam contra não pagamento de horas extras. Foto: SinsemGV

Servidores efetivos e contratados da Secretaria Municipal de Obras e Serviços Urbanos (Smosu) paralisaram os serviços na manhã desta quinta-feira (30) em protesto contra o não pagamento das horas extras realizadas. O contracheque divulgado ontem (29) não apresentou os valores referentes às 20 horas adicionais trabalhadas, o que gerou indignação entre os trabalhadores.

De acordo com os servidores, muitos já contavam com esse recurso no salário que será depositado nesta sexta-feira (31), mas foram surpreendidos com a ausência do pagamento. A situação levou à suspensão imediata das atividades em alguns setores da Secretaria de Obras.

O vice-presidente do Sinsem-GV, Nelinton Gomes, esteve na Smosu e se reuniu com o secretário adjunto, Lourival Antunes, que afirmou também ter sido surpreendido pela situação. Segundo Lourival, ele já havia acionado o secretário de Governo e aguardava um posicionamento da administração municipal sobre quando o pagamento será efetivado.

Questionado, ele também garantiu que nenhum servidor da Secretaria de Obras sofrerá qualquer tipo de retaliação por ter paralisado suas atividades. Após o encontro, Nelinton repassou as informações aos servidores, que decidiram manter a paralisação até que a Prefeitura apresente uma resposta concreta sobre o pagamento das horas extras.

O ocorrido se soma a outros atrasos recentes. Na folha de pagamento de setembro, o atual governo já havia deixado de incluir o adicional de insalubridade de servidores que têm direito ao benefício. Agora, em outubro, além da insalubridade, as horas extras também foram suprimidas dos salários dos trabalhadores que cumpriram jornada excedente.

Ainda durante a manhã, o secretário-geral do Sinsem-GV, José Carlos Maia, esteve na sede da Prefeitura e protocolou um ofício solicitando esclarecimentos sobre a data de pagamento das horas extras – que, segundo apurou o sindicato, não foram pagas a nenhum servidor do município -, bem como da insalubridade e do 14º salário dos professores.

À tarde, os sindicalistas José Carlos Maia e Nelinton Gomes participaram, no auditório da Prefeitura, de uma reunião com o secretário Municipal de Governo, Filipe Costa, com a presença também de alguns servidores da Smosu. A informação é que a folha de pagamento ultrapassou a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Uma nova reunião entre o sindicato e a Secretaria de Governo está agendada para a manhã desta sexta-feira (31).

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